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22/06/2010 - 22h13
  
Internet chega à Amazônia

O senador pelo Amazonas informou que a empresa Neger, de Campinas (SP),vem obtendo sucesso na instalação de um sistema que capta e amplifica sinais da rede de celular das áreas urbanas mais próximas, na Amazônia. Com isso, ela consegue oferecer sinal para internet ao preço de até R$ 50 por mês, contra cerca de R$ 400 cobrados por links gerados por satélites.

Acrescentou que a empresa, com a ajuda financeira de apenas R$ 1,4 milhão da Finep, vem superando barreiras e já consegue colocar internet nas embarcações de transporte coletivo que operam nos rios da Amazônia. Disse que já é possível, nas viagens de Belém (PA) até a divisa do Amazonas com o Acre, captar sinais de redes celulares em 80% do trajeto.
 

Da Redação / Agência Senado
(Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Brasil Econômico
Tecnologia

Internet de baixo custo para a região amazônica

João Paulo Freitas  
20/06/10 07:20  

Apenas 10% dos domicílios da Região Norte possuem acesso à internet, segundo revela a 5ª Pesquisa sobre o Uso das Tecnologias da Informação e da Comunicação no Brasil.

O estudo foi divulgado pelo Centro de Estudos sobre as Tecnologias da Informação e da Comunicação (Cetic).

No Sudeste, o percentual triplica para 33%. Tais taxas deixam claro o quanto a região amazônica carece de algum tipo de acesso à rede mundial de computadores.

Os principais motivos apontados pelos participantes da pesquisa para a falta de internet nos domicílios é o alto custo (56%) e a indisponibilidade do serviço (30%).

A Neger Telecom, empresa de Campinas (SP) que desenvolve soluções de telecomunicação, parece não se intimidar com as enormes distâncias e a notória falta de infraestrutura da região amazônica. Desde o ano passado vem desenvolvendo o RuralMax Amazônia, produto que visa tornar o acesso à internet mais fácil por lá.

O produto é um desdobramento do RuralMax, voltado à instalação de internet em áreas rurais.

Do campo à floresta

Eduardo Neger, diretor da empresa, conta que a partir de 2000 seus clientes em áreas rurais passaram a demandar não só telefonia convencional, mas também internet.

Muitas vezes, a única opção existente no campo é o uso de satélites, um serviço caro. Segundo o empresário, um link por satélite com velocidade de 128 quilobits por segundo (Kbps), custa R$ 400 por mês. A instalação sobe para a casa dos R$ 2,5 mil.

Foi esse quadro que levou a empresa a criar o RuralMax. A estratégia foi otimizar equipamentos e a infraestrutura de comunicação existentes. Com isso, criou um sistema que capta e amplifica o sinal da rede celular da área urbana mais próxima.

O custo mensal fica na casa dos R$ 50, pagos à operadora de telefonia. Quando há uma rede celular de terceira geração (3G) por perto, a mensalidade é de cerca de R$ 100.

A instalação varia de R$ 750 a R$ 1,5 mil. Em locais com relevo acidentado, a Neger lança mão de transmissão pelas radiofrequências abertas de 2,4 Gigahertz (GHz (usada em redes WiFi) e 5,8 GHz.

Um novo desafio apareceu no caminho da Neger quando um de seus clientes solicitou a instalação do RuralMax em uma propriedade no interior do Amazonas.

Ao chegar lá, a empresa encontrou muitas barreiras, desde a dificuldade de acesso, já que muitas vezes a única opção de transporte são os barcos, até a falta de uma rede elétrica convencional. "O nosso sistema não servia para nada lá", diz Neger.

Foi então que, no meio do ano passado, a empresa partiu para o desenvolvimento do RuralMax Amazônia. O projeto foi contemplado com R$ 1,4 milhão de subvenção econômica da Financiadora de Estudo e Projetos, a Finep.

Para contornar a falta de fornecimento de energia, a Neger tem recorrido a painéis solares fotovoltaicos. A empresa também detectou uma demanda grande por acesso tanto de voz quanto de dados em embarcações na região.

Por isso, ela tem trabalhado em uma solução híbrida reunindo conexões por satélite, rede celular e também por Wi-Fi. "Um sistema como esse precisa perceber qual o sinal existente na região e usar o que tiver melhor qualidade ou menor custo", afirma o empresário.

"Estamos desenvolvendo também softwares e hardwares para otimizar a conexão por satélite. A ideia é utilizar esse tipo de banda o mínimo possível", afirma.

Um dos objetivos é o produto final permitir que proprietários de embarcações possam oferecer acesso à internet como serviço aos passageiros.

"Nossa preocupação é o custo ser compatível com a renda das pessoas da região", conclui.
 



UnB Agência
18/06/2010 - BRASIL ECONÔMICO


Sistema capta sinal fraco para telefones

Um dos testes da Neger Telecom com a solução que está desenvolvendo para levar conexão de internet até regiões críticas da Região Norte obteve resultados animadores.

A empresa literalmente pegou carona em um projeto da Universidade de Brasília (UnB) e instalou suas soluções em um barco da instituição, que fazia pesquisas na região amazônica. Em uma das viagens, de Belém à divisa com o Acre, a Neger conseguiu captar sinais de redes celulares em 80% do trajeto. "Ficamos bastante surpresos.

Nesse caso, a conexão por satélite seria usada em apenas 20% do caminho, reduzindo muito o custo", diz Eduardo Neger, diretor da empresa. Os aparelhos de celular da tripulação não indicavam a presença de rede, mas o sistema da Neger, instalado no mastro da embarcação, conseguiu captar e amplificar o sinal. Para isso, foi utilizada uma antena de alto ganho, que se move enquanto procura sinais de redes celulares. "Nos trechos de maior tráfego de embarcações, conseguimos um desempenho muito bom", diz Neger.
 



Revista Inovação em Pauta - FINEP, Junho de 2010.


A revista Inovação em Pauta é uma publicação do Departamento de Comunicação da FINEP. Lançada em novembro de 2007, ela enfoca projetos de sucesso apoiados pela Financiadora de Estudos e Projetos, além de artigos e entrevistas ligados ao tema inovação tecnológica.




Terça-Feira, 02 de Fevereiro de 2010 | Versão Impressa

Empresa leva sinal de telefone para regiões isoladas do País

Para crescer, Neger Telecom investe em pesquisa tecnológica

Alexandre Rodrigues

RIO

Onde um galo canta, um telefone toca. Essa é a promessa que os técnicos da Neger Telecom fazem quando alguém procura um dos seus produtos de telefonia rural. A pequena empresa de base tecnológica de Campinas, no interior paulista, está se destacando no segmento de Tecnologia da Informação e Comunicação (TIC) ao investir na superação de qualquer desafio: levar telefone e acesso à internet a baixo custo a regiões isoladas, que não interessam comercialmente às grandes operadoras de telefonia celular.

A empresa que o engenheiro Eduardo Neger herdou da família desenvolveu uma série de equipamentos, de antenas a roteadores, que permitem esticar a cobertura de celular à propriedades distantes de zonas urbanas. A tecnologia, batizada de Ruralcel, usa antenas de alto alcance para buscar o sinal mais próximo das localidades, geralmente das margens de rodovias. Segundo Neger, os equipamentos conseguem otimizar a captação e alcançar uma zona coberta a até 60 quilômetros de distância. O sinal de tecnologias como GSM e 3G é captado e usado para telefone fixo e internet banda larga nas residências e escritórios de fazendas com tarifas bem próximas à da telefonia convencional.

Os números podem aparecer nas listas telefônicas, o que dá às fazendas números comerciais a um custo bem mais baixo. "Hoje, a grande demanda rural é o acesso à internet. As fazendas estão buscando para cumprir obrigações como a nota fiscal eletrônica", diz Neger.

Fundada em 1987, a Neger era focada em equipamentos agropecuários. O engenheiro começou a se interessar pelas telecomunicações e, em 1993, passou a oferecer serviços de telefonia para os clientes do pai. Aos poucos, foi ganhando mercado no interior paulista. Hoje, se dedica apenas às telecomunicações, e tem clientes em vários Estados. A empresa faturou no ano passado R$ 3 milhões e cresceu 10% em relação a 2008 só com o faturamento de produtos de desenvolvimento próprio.

O diferencial da empresa é oferecer uma solução adequada para cada cliente. Seus técnicos podem ser vistos cruzando de barco rios amazônicos do Pará, mapeando o relevo do cerrado de Goiás ou estudando montanhas do RS.

"Sempre fomos uma empresa de nicho e somos muito focados. Queremos continuar com esse serviço personalizado. Não adianta concorrer com as grandes empresas, não temos escala para isso", diz Neger. Para maquinar as soluções, ele mantém um time de 12 engenheiros de telecomunicações focados no desenvolvimento de novos produtos que podem demandar seis meses de estudos e até sete de testes. No ano passado, a empresa licenciou cinco produtos em três meses.

CRÉDITO

Para financiar as pesquisas, Neger conseguiu um apoio de R$ 1,5 milhão da Finep, agência de fomento à inovação. A oportunidade veio por acaso. Ao assistir a uma palestra sobre empresas que inovam, descobriu que a sua se encaixava na categoria. Mandou um projeto e foi contemplado. Ele também usa crédito do Cartão BNDES para serviços de P&D (Pesquisa e Desenvolvimento) para custear o licenciamento de produtos de prateleira, como os três roteadores 3G que lançou no ano passado. A certificação de cada um pode chegar a R$ 30 mil.

"Não sabia que fazia P&D. Achava que isso era só para quem fica de jaleco branco num laboratório", diz. "Tinha muitas ideias na bancada, mas pensava duas vezes antes de colocar no mercado por causa do custo alto para licenciar. Lançava um e tinha de esperar o retorno do mercado para lançar outro. Agora o gargalo ficou na frente. Pago o financiamento com o retorno do produto."
 



 

Empresa leva sinal de telefone para regiões isoladas do país

02/02 - 03:03 - Agência Estado

Onde um galo canta, um telefone toca. Essa é a promessa que os técnicos da Neger Telecom fazem quando alguém procura um dos seus produtos de telefonia rural.

A pequena empresa de base tecnológica de Campinas, no interior paulista, está se destacando no segmento de Tecnologia da Informação e Comunicação (TIC) ao investir na superação de qualquer desafio: levar telefone e acesso à internet a baixo custo a regiões isoladas, que não interessam comercialmente às grandes operadoras de telefonia celular.

A empresa que o engenheiro Eduardo Neger herdou da família desenvolveu uma série de equipamentos, de antenas a roteadores, que permitem esticar a cobertura de celular à propriedades distantes de zonas urbanas. A tecnologia, batizada de Ruralcel, usa antenas de alto alcance para buscar o sinal mais próximo das localidades, geralmente das margens de rodovias. Segundo Neger, os equipamentos conseguem otimizar a captação e alcançar uma zona coberta a até 60 quilômetros de distância. O sinal de tecnologias como GSM e 3G é captado e usado para telefone fixo e internet banda larga nas residências e escritórios de fazendas com tarifas bem próximas à da telefonia convencional.

Os números podem aparecer nas listas telefônicas, o que dá às fazendas números comerciais a um custo bem mais baixo. "Hoje, a grande demanda rural é o acesso à internet. As fazendas estão buscando para cumprir obrigações como a nota fiscal eletrônica", diz Neger.

Fundada em 1987, a Neger era focada em equipamentos agropecuários. O engenheiro começou a se interessar pelas telecomunicações e, em 1993, passou a oferecer serviços de telefonia para os clientes do pai. Aos poucos, foi ganhando mercado no interior paulista. Hoje, se dedica apenas às telecomunicações, e tem clientes em vários Estados. A empresa faturou no ano passado R$ 3 milhões e cresceu 10% em relação a 2008 só com o faturamento de produtos de desenvolvimento próprio.

O diferencial da empresa é oferecer uma solução adequada para cada cliente. Seus técnicos podem ser vistos cruzando de barco rios amazônicos do Pará, mapeando o relevo do cerrado de Goiás ou estudando montanhas do RS.

"Sempre fomos uma empresa de nicho e somos muito focados. Queremos continuar com esse serviço personalizado. Não adianta concorrer com as grandes empresas, não temos escala para isso", diz Neger. Para maquinar as soluções, ele mantém um time de 12 engenheiros de telecomunicações focados no desenvolvimento de novos produtos que podem demandar seis meses de estudos e até sete de testes. No ano passado, a empresa licenciou cinco produtos em três meses.

CRÉDITO

Para financiar as pesquisas, Neger conseguiu um apoio de R$ 1,5 milhão da Finep, agência de fomento à inovação. A oportunidade veio por acaso. Ao assistir a uma palestra sobre empresas que inovam, descobriu que a sua se encaixava na categoria. Mandou um projeto e foi contemplado. Ele também usa crédito do Cartão BNDES para serviços de P&D (Pesquisa e Desenvolvimento) para custear o licenciamento de produtos de prateleira, como os três roteadores 3G que lançou no ano passado. A certificação de cada um pode chegar a R$ 30 mil.

"Não sabia que fazia P&D. Achava que isso era só para quem fica de jaleco branco num laboratório", diz. "Tinha muitas ideias na bancada, mas pensava duas vezes antes de colocar no mercado por causa do custo alto para licenciar. Lançava um e tinha de esperar o retorno do mercado para lançar outro. Agora o gargalo ficou na frente. Pago o financiamento com o retorno do produto." As informações são do jornal O Estado de S.Paulo.

 


 

 

Onde um galo canta, um telefone toca. Essa é a promessa que os técnicos da Neger Telecom fazem quando alguém procura um dos seus produtos de telefonia rural. A pequena empresa de base tecnológica de Campinas, no interior paulista, está se destacando no segmento de Tecnologia da Informação e Comunicação (TIC) ao investir na superação de qualquer desafio: levar telefone e acesso à internet a baixo custo a regiões isoladas, que não interessam comercialmente às grandes operadoras de telefonia celular.

A empresa que o engenheiro Eduardo Neger herdou da família desenvolveu uma série de equipamentos, de antenas a roteadores, que permitem esticar a cobertura de celular à propriedades distantes de zonas urbanas. A tecnologia, batizada de Ruralcel, usa antenas de alto alcance para buscar o sinal mais próximo das localidades, geralmente das margens de rodovias. Segundo Neger, os equipamentos conseguem otimizar a captação e alcançar uma zona coberta a até 60 quilômetros de distância. O sinal de tecnologias como GSM e 3G é captado e usado para telefone fixo e internet banda larga nas residências e escritórios de fazendas com tarifas bem próximas à da telefonia convencional.

Os números podem aparecer nas listas telefônicas, o que dá às fazendas números comerciais a um custo bem mais baixo. "Hoje, a grande demanda rural é o acesso à internet. As fazendas estão buscando para cumprir obrigações como a nota fiscal eletrônica", diz Neger.

Fundada em 1987, a Neger era focada em equipamentos agropecuários. O engenheiro começou a se interessar pelas telecomunicações e, em 1993, passou a oferecer serviços de telefonia para os clientes do pai. Aos poucos, foi ganhando mercado no interior paulista. Hoje, se dedica apenas às telecomunicações, e tem clientes em vários Estados. A empresa faturou no ano passado R$ 3 milhões e cresceu 10% em relação a 2008 só com o faturamento de produtos de desenvolvimento próprio.

O diferencial da empresa é oferecer uma solução adequada para cada cliente. Seus técnicos podem ser vistos cruzando de barco rios amazônicos do Pará, mapeando o relevo do cerrado de Goiás ou estudando montanhas do RS.

"Sempre fomos uma empresa de nicho e somos muito focados. Queremos continuar com esse serviço personalizado. Não adianta concorrer com as grandes empresas, não temos escala para isso", diz Neger. Para maquinar as soluções, ele mantém um time de 12 engenheiros de telecomunicações focados no desenvolvimento de novos produtos que podem demandar seis meses de estudos e até sete de testes. No ano passado, a empresa licenciou cinco produtos em três meses.

CRÉDITO

Para financiar as pesquisas, Neger conseguiu um apoio de R$ 1,5 milhão da Finep, agência de fomento à inovação. A oportunidade veio por acaso. Ao assistir a uma palestra sobre empresas que inovam, descobriu que a sua se encaixava na categoria. Mandou um projeto e foi contemplado. Ele também usa crédito do Cartão BNDES para serviços de P&D (Pesquisa e Desenvolvimento) para custear o licenciamento de produtos de prateleira, como os três roteadores 3G que lançou no ano passado. A certificação de cada um pode chegar a R$ 30 mil.

"Não sabia que fazia P&D. Achava que isso era só para quem fica de jaleco branco num laboratório", diz. "Tinha muitas ideias na bancada, mas pensava duas vezes antes de colocar no mercado por causa do custo alto para licenciar. Lançava um e tinha de esperar o retorno do mercado para lançar outro. Agora o gargalo ficou na frente. Pago o financiamento com o retorno do produto." As informações são do jornal O Estado de S.Paulo.
 


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