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Redação do TVB Notícias Campinas - 22/12/2010 - 21h12

Problemas na fiação podem provocar choques em equipamentos elétricos

A descarga elétrica pode ser evitada com cuidados com a fiação


 
Os equipamentos elétricos e eletrônicos exigem um cuidado especial ao longo da vida útil. Eles podem oferecer sérios riscos às pessoas caso não sejam utilizados ou instalados da maneira correta. É preciso ter atenção e verificar se a fiação destes equipamentos se encontra bem encapada e ao mesmo tempo protegida.

O repórter Heitor Freddo acompanhou um engenheiro eletricista até um supermercado e ao centro de Campinas. O engenheiro apontou algumas falhas que precisam ser corrigidas nestes espaços. E a atenção se faz ainda mais necessária nesta época do ano por causa da iluminção de Natal.

Na reportagem você vai ver que medidas simples podem evitar acidentes mais graves, como o que aconteceu com a criança Eloá Ferreira, de apenas 1 ano. Ela morreu depois de receber uma descarga elétrica, ao enconstar numa geladeira de um supemercado de Campinas.
 


 
Campo dos Sonhos

Revista Teletime - Ano 13 - Edição 138 - Novembro 2010

Desde a implementação do modelo atual de telecomunicações, em 1997, pouco ou nada foi feito em relação a uma política para atender às regiões rurais. Dos mais de R$ 8 bilhões arrecadados no Fundo de Universalização dos Serviços de Telecomunicações (Fust), ou dos cerca de R$ 180 bilhões investidos nos últimos doze anos pelas próprias operadoras, nada foi dedicado a políticas para o campo. O secretário de telecomunicações do Ministério das Comunicações, Roberto Pinto Martins, reconhece a responsabilidade do governo e concorda que “a área rural está muda”. “Da privatização até hoje saímos de 4 milhões de celulares para quase 190 milhões de terminais e a área rural ainda não foi atendida. Ela é nossa prioridade”, diz.

Os números comprovam. Segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad 2008), do IBGE, a penetração da telefonia fixa não ultrapassa os 7% nos rincões do país, ao passo que 4,5% das residências dessas regiões possuem computadores e somente 2% têm acesso à Internet. Dados mais recentes, de novembro de 2009, do Núcleo de Informação e Coordenação do Ponto BR (Nic.br), apontam para algo em torno de 94% de domicílios rurais sem qualquer conexão com a rede. No Brasil, segundo dados do IBGE, há mais de 32 milhões de pessoas vivendo no campo, em cerca de 8,4 milhões de domicílios.

A situação nas escolas não é muito diferente disso: segundo o Ministério da Educação (MEC) e o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep), havia em 2008 um total de 86.654 escolas rurais no país, entre as quais somente 22.796 (26,31%) com telefone fixo e 1.003 (1,16%) com banda larga. E é exatamente aí, segundo especialistas, que reside o primeiro obstáculo para a massificação do acesso às telecomunicações nessas áreas rurais: a falta de infraestrutura básica.

Dados do Pnad 2009 revelam que cerca de 41% dos domicílios não possuem sequer rede de esgoto, 31% não contam com canalização interna de água e aproximadamente 3,4 milhões de casas (45%) não têm rede de telefonia. “Instalar rede de esgoto, de energia, de saúde é uma prioridade. A partir daí se investe em comunicação. Se nossa banda larga está atrasada uns nove anos em relação aos países desenvolvidos, o que dizer então da área rural”, lamenta o diretor de Service Providers da Cisco, Anderson André.

Está na lei

Mas, se há carência de infraestrutura no campo, regras é o que não faltam. A Portaria nº 431/2009, do Ministério das Comunicações, institui um Programa Nacional de Telecomunicações Rurais que, entre outras medidas, torna prioritário o atendimento a propriedades rurais e a disponibilização de serviços de comunicação gratuita a todas as escolas públicas rurais (100% até 2014). No Plano Geral de Atualização da Regulamentação (PGR) há um item (princípio III.6) que estabelece a regulamentação, pela Anatel, da oferta de serviços de telecom a preços módicos para essas áreas; um outro (IV.3) que define a criação e adequação de iniciativas para atendimento da população menos favorecida e residente em áreas rurais; e ações de curto prazo (V.4), que vencem este ano, e que propõem a revisão dos contratos de concessão para atendimento das áreas rurais fora da Área de Tarifa Básica (ATB), item que se encontra em elaboração pela Superintendência de Serviços Públicos (SPB), da Anatel. A Portaria nº 178/2008 do Minicom determina à agência que devem ser tomadas ações que assegurem a ampliação do acesso à Internet em banda larga, além da ampliação do acesso aos serviços de telecomunicações em áreas rurais. Sem falar do Fust, previsto também para o financiamento das telecomunicações rurais. “A dificuldade é que o fundo só pode ser utilizado para serviços de telefonia, mas isso também está em processo de mudança”, informa o secretário Roberto Pinto Martins. Acontece que quem acompanha a interminável saga em torno da utilização dos recursos do Fust sabe que esse dinheiro na prática não existe, já que tem sido utilizado para ajudar o governo fechar as contas.

Business plan

Apesar da importância do fator regulatório, de acordo com especialistas, essas leis, portarias e planos, por si só, não garantirão a universalização das comunicações no ambiente rural, ainda mais em um mercado como o de telecomunicações. Para isso é preciso que a ‘conta feche’, que haja modelo de negócios viáveis ou, como a maioria gosta de dizer, ‘business plan’. “Não existe almoço grátis, os investidores das operadoras colocam dinheiro somente em negócios com retorno garantido”, diz André, da Cisco.

As próprias operadoras assumem isso e não escondem que levar serviços de telecom às áreas rurais é uma tarefa complicada, por uma série de motivos, como a complexidade do atendimento, a grande dispersão geográfica, áreas de difícil acesso, carência de mão-de-obra especializada, distribuição do poder aquisitivo e peso da carga tributária. Além disso, há pouca diversidade de fornecedores de tecnologia/equipamentos voltados para o atendimento rural e quase nenhuma estatística setorial de demanda.

O secretário Martins, do Minicom, admite que é preciso haver contrapartida do governo para “manter o modelo de negócios das teles em pé”, mas lembra que há também uma compensação social por parte das teles nos contratos de concessão das outorgas e licenças de serviços. “As teles levaram o filet mignon, agora têm que levar um pedaço do osso também”, diz ele, referindo-se ao segmento rural.

As operadoras rebatem e reivindicam a redução da carga tributária sobre os serviços, composta por PIS, COFINS, Fust e Funttel e, principalmente, do ICMS. “A tributação inviabiliza o processo, pois reduz a margem do prestador de serviço e propicia um custo muito alto para o usuário na ponta”, destaca o presidente da Associação Brasileira de Telecomunicações Rurais, Eduardo Neger.

Na maioria dos estados, o ICMS cobrado sobre os serviços de telefonia fixa e móvel é de 25%. Em estados como Goiás, Mato Grosso do Sul, Paraná, Mato Grosso, Rio de Janeiro, Paraíba e Rondônia a alíquota varia de 30% a 35%. “Com um imposto alto assim fica complicado. A instalação de cada estação radiobase (ERB) no campo pode custar até R$ 500 mil para a operadora, ou seja, ela não vai instalar essa infraestrutura onde não for possível rentabilizar o investimento”, acrescenta Neger.

Renúncia fiscal

Em um setor complexo e de baixa atratividade como o rural, alguns especialistas, como o diretor da Cisco, defendem a renúncia fiscal, medida que suspende a cobrança de impostos sobre serviços e produtos de

um determinado setor. No Brasil isso já acontece na área cultural e, mais recentemente, beneficiou as empresas que trabalharão na construção, ampliação e reforma dos estádios de futebol da Copa do Mundo de 2014. Essas construtoras deixarão de recolher R$ 350 milhões nos próximos quatro anos, entre PIS/COFINS, IPI e imposto de importação nos bens adquiridos para os estádios da Copa.

Segundo Anderson André, no setor de telecomunicações há uma série de medidas inteligentes que podem ser tomadas, nas quais todas as parte envolvidas ganham. “O governo pode muito bem substituir uma parte dos impostos que recolhe em uma grande cidade pelo investimento de uma operadora em alguma determinada região rural”, exemplifica. Já Eduardo Neger destaca a iniciativa do governo australiano que, para universalizar o acesso das comunicações nas regiões rurais do país, estabeleceu um valor máximo mensal para o custo dos serviços. “Se a tele não conseguir oferecer o produto por esse preço não há problema, pois o governo local banca a diferença”, explica.

O secretário Roberto Pinto Martins lembra que a Anatel está preparando um estudo de viabilidade econômica de prestação de serviços de telecomunicações no segmento rural. Vale lembrar que o novo Plano Geral de Metas de Universalização, que valerá para o período de 2011 a 2015 (PGMU III), prevê o atendimento rural, mas as metas ainda estão para ser definidas. Além disso, o Plano Nacional de Banda Larga, segundo Martins, contribuirá para a viabilização dos negócios das prestadoras de serviços, sejam elas STFC, SMP ou SCM, nas áreas mais distantes por meio do backbone e do backhaul da Telebrás.

Demanda reprimida

O que para alguns pode representar um problema, para outros é visto como oportunidade. Isso fica bem claro no segmento rural, que conta com aproximadamente 32 milhões de habitantes (16% da população brasileira) distribuídos em 8,4 milhões de domicílios e representa 23% do PIB do país. Mesmo assim, segundo dados do Pnad 2008, somente 2% têm acesso à Internet (6% segundo o Nic.br). E é aí que se encontra a oportunidade, pois estudo realizado no ano passado pelo Nic.br sobre o “Uso das Tecnologias de Informação e Comunicação (TICs) no Brasil” aponta que 50% dos domicílios da zona rural só não têm Internet por falta de disponibilidade, enquanto 35% não assinaram o serviço por conta do custo elevado. De acordo com o mesmo levantamento, 71% dos domicílios teriam acesso à web de maior velocidade se houvesse a oferta, e 41% também o fariam se houvesse disponibilidade de outra rede na área, o que comprova que na região rural há grande demanda reprimida por serviços de telecomunicações.

Para a surpresa de muita gente, uma das conclusões do estudo é a de que um domicílio rural possui um gasto médio mensal no mínimo igual ao do urbano na telefonia fixa, enquanto na telefonia móvel o gasto médio, em todas as classes de renda, apresenta reduzida variação em relação às residências urbanas. “Há um mercado no campo que, se fosse bem explorado, geraria grandes receitas. Além do mais, o cliente rural é bom pagador, quase não apresenta problemas com inadimplência”, diz Eduardo Neger.

Há, de acordo com o Pnad 2008, 51% de moradores nas áreas rurais que recebem mensalmente de um a três salários mínimos e outros 20% que ganham de três a dez salários mínimos por mês, ou seja, um grande contingente com possibilidade financeira de assinar serviços de telecomunicações. “Nossas estimativas prevêem um crescimento mínimo da ordem de 20% ao ano. A internacionalização do agronegócio e a adoção de práticas sustentáveis e rastreabilidade são fatores que impulsionam a adoção das TICs nos empreendimentos rurais”, conclui.

Tecnologia

No Brasil existem diversas tecnologias capazes de ampliar o acesso às comunicações nas áreas mais remotas do país, como o satélite, porém quando o assunto telecomunicações rurais entra em pauta, é inevitável falar sobre o CDMA450, padrão CDMA2000 utilizado na faixa de 450 MHz. A tecnologia foi eleita pela Anatel a melhor alternativa para levar os serviços de comunicação para a área rural. O principal trunfo do CDMA 450 é ‘iluminar’ uma área de 50 a 60 quilômetros com uma única ERB, enquanto a tecnologia GSM 800 MHz precisaria de três torres para cobrir o mesmo espaço; a GSM 1.800/1.900 MHz, 12 ERBs; e a faixa de 2.100 MHz, 16. Além disso, segundo informação da agência, há outras experiências internacionais bem sucedidas, como a do México, que buscam atender as áreas mais remotas com a faixa de 450 MHz, e o custo do terminal pode ser beneficiado com a escala da tecnologia, presente em mais de 75 países e 125 operadoras e utilizada por 120 milhões de assinantes. Outra vantagem é o fato de ser a única entre as concorrentes capaz de evoluir para o 1xEVDO e atender à exigência da Anatel de destinar subfaixas em caráter primário e secundário, dependendo do serviço prestado. Não à toa, foi estabelecida pelo governo a Proposta de Regulamento sobre Canalização e Condições de Uso da Radiofrequência na Faixa de 450 MHz a 470 MHz, submetida a consulta pública em meados do ano passado e que aguarda agora deliberação do Conselho Diretor da Anatel. O regulamento destina as subfaixas de radiofrequência de 451-458 MHz e 461-468 MHz ao STFC, SMP e SCM em caráter primário e sem exclusividade. O documento enfatiza que o uso das referidas subfaixas deverá ser para o provimento de acesso aos serviços de telefonia e dados, preferencialmente.

Um dos principais problemas, e o que mais preocupa o Minicom e a Anatel, é a limpeza do espectro, que atualmente é utilizado por mais de 2,5 mil entidades, como Polícia Federal e Petrobrás. “Hoje as teles não podem usar os 450 MHz pois a faixa não está disponível”, reclama o secretário do Minicom. Também não está claro como será a política de licenciamento destas faixas, mas a Anatel tem dado a entender que as concessionárias de telefonia que tiverem metas a cumprir em regiões rurais poderão utilizá-las sem ônus. No entanto, as próprias empresas desconfiam, e só apostarão nisso quando houver clareza das regras.

Banda Ka

Com a carência de redes de telecomunicações no segmento rural, a cobertura via satélite se consolidou ao longo do tempo na maioria desses lugares como a única opção de acesso a telefonia, Internet e TV. O custo do link satelital, no entanto, nunca foi dos mais baixos. “Um plano de 128 kbps custa em média R$ 500 por mês, com franquia de 1 Gb”, diz o presidente da Abrater.

No entanto, para Rafael Guimarães, diretor de marketing da Hughes Brasil, empresa de comunicação satelital, uma tecnologia deve causar uma revolução nessa área dentro dos próximos três anos: trata-se da banda Ka, link satelital de alta frequência que permite a utilização de um equipamento mais compacto na casa do usuário. “As antenas de recepção terão dimensões muito menores do que as atuais, não só por conta do uso de frequências mais elevadas, mas também devido ao acréscimo de potência introduzido pelo satélite Ka”, explica. Em geral, essa tecnologia possui capacidade de operação de 70 Gbps, capaz de servir um milhão de usuários. “Esta solução de alta frequência traz uma série de benefícios técnicos que faz com que o custo do Mbps fique 100 vezes menor”. A tecnologia deve estar disponível no Brasil daqui a três anos, tempo de encomenda, fabricação e lançamento do satélite Ka. “Temos cerca de 550 mil assinantes de banda Ka no mundo. Nos Estados Unidos, já é uma realidade e a tendência é que, em longo prazo, se consolide como a maior comunicação satelital do mundo”, diz. Por isso, Guimarães acredita que o sucesso de um plano de universalização de comunicações no Brasil depende das soluções via satélite. “Não é possível enxergar o PNBL sem o uso maciço de satélite”, diz.

Daniel Machado

 



Lançamento do Amplificador Celular na Futurecom 2010



O presidente da Neger Telecom, Eduardo Neger fala no programa Fernando Carvalho sobre o lançamento do amplificador de sinal celular e do site cobertura celular.
 


Amplificador de sinal para celular mais barato e compacto é exibido na Futurecom
 
Pesquisadores apresentam equipamentos de baixo custo que ampliam a cobertura das redes celulares GSM e 3G, possibilitando sua operação em locais com sinal fraco, áreas rurais e regiões remotas
27 de Outubro de 2010 | 18:57h

A Neger Telecom apresentou no Futurecom 2010, em São Paulo, seu novo sistema Amplificador de Sinal Celular. O produto aumenta o nível de sinal das operadoras celulares GSM e 3G possibilitando a utilização de serviços de voz, dados e acesso à Internet em áreas internas onde a cobertura é fraca ou deficiente.

Segundo o Diretor de Engenharia da empresa, Eduardo Neger, os grandes diferenciais de inovação do produto estão em sua forma compacta e baixo custo - por volta de 1500 reais. "As antenas diretivas de alto desempenho utilizadas no sistema são compactas o bastante para permitir seu envio para qualquer lugar do país pelos Correios", afirma.

Outro diferencial é a facilidade de instalação. Não há necessidade de um técnico especializado para instalar o equipamento, que se ajusta automaticamente para cada condição de operação.

Outra inovação é um sistema que localiza as torres das operadoras celulares. A empresa ainda desenvolveu um sistema que localiza as torres das operadoras celulares mais próximas em qualquer lugar do Brasil, auxiliando assim a instalação e o posicionamento das antenas. O acesso é gratuito através do site
www.coberturacelular.com.br.

"Decidimos liberar o acesso gratuito ao site para que as pessoas possam conhecer melhor as redes celulares em suas cidades. O elevado número de acessos ao serviço tem demonstrado que o interesse pelo assunto é bastante grande, não só para técnicos da área, mas para o público em geral", informa Eduardo Neger. 

Esta linha de produtos foi resultado dos projetos de Pesquisa e Desenvolvimento da empresa apoiados pelo Ministério da Ciência e Tecnologia através da FINEP. Ao todo foram investidos mais de 2 milhões de reais no projeto. A solução foi submetida a testes nos laboratórios do INPE (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais) e homologada pela ANATEL (Agência Nacional de Telecomunicações). Inicialmente planejado apenas para áreas rurais e regiões remotas da Amazônia, a demanda por este tipo de aplicação em áreas urbanas surpreendeu a empresa. "Existem ainda muitos locais nas cidades com deficiência na cobertura celular. Isso ocorre devido ao relevo ou obstáculos construtivos, como por exemplo, próximo a grandes edifícios e shopping centers", explica Eduardo.
 


SBT

Redação do TVB Notícias Campinas - 05/07/2010 - 20h05

Bloqueadores de satélite são pesadelo para transportadoras

Os aparelhos inutilizam as funções dos rastreadores instalados nos veículos


 
Os bloqueadores de satélite são equipamentos com venda restrita. A produção no Brasil é feita por apenas 3 empresas que sofrem um rigoroso controle da Anatel. Esses equipamentos só podem ser utilizados em áreas de segurança como prisões, delegacias e para fins militares.

No entanto, os equipamentos caíram nas mãos dos assaltantes de roubam cargas de caminhões. A situação torna mais difícil o trabalho da polícia e, principalmente, das transportadoras. O gasto com segurança chega a 18% do faturamento dessas empresas. Confira essa discussão na reportagem de Aline Ortolan.
 


PLENÁRIO / Pronunciamentos
22/06/2010 - 22h13
  
Internet chega à Amazônia

O senador pelo Amazonas informou que a empresa Neger, de Campinas (SP),vem obtendo sucesso na instalação de um sistema que capta e amplifica sinais da rede de celular das áreas urbanas mais próximas, na Amazônia. Com isso, ela consegue oferecer sinal para internet ao preço de até R$ 50 por mês, contra cerca de R$ 400 cobrados por links gerados por satélites.

Acrescentou que a empresa, com a ajuda financeira de apenas R$ 1,4 milhão da Finep, vem superando barreiras e já consegue colocar internet nas embarcações de transporte coletivo que operam nos rios da Amazônia. Disse que já é possível, nas viagens de Belém (PA) até a divisa do Amazonas com o Acre, captar sinais de redes celulares em 80% do trajeto.
 

Da Redação / Agência Senado
(Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Jornal Brasil Econômico
Tecnologia

Internet de baixo custo para a região amazônica

João Paulo Freitas  
20/06/10 07:20  

NEGER Telecom: Projeto RuralMAX



Apenas 10% dos domicílios da Região Norte possuem acesso à internet, segundo revela a 5ª Pesquisa sobre o Uso das Tecnologias da Informação e da Comunicação no Brasil.

O estudo foi divulgado pelo Centro de Estudos sobre as Tecnologias da Informação e da Comunicação (Cetic).

No Sudeste, o percentual triplica para 33%. Tais taxas deixam claro o quanto a região amazônica carece de algum tipo de acesso à rede mundial de computadores.

Os principais motivos apontados pelos participantes da pesquisa para a falta de internet nos domicílios é o alto custo (56%) e a indisponibilidade do serviço (30%).

A Neger Telecom, empresa de Campinas (SP) que desenvolve soluções de telecomunicação, parece não se intimidar com as enormes distâncias e a notória falta de infraestrutura da região amazônica. Desde o ano passado vem desenvolvendo o RuralMax Amazônia, produto que visa tornar o acesso à internet mais fácil por lá.

O produto é um desdobramento do RuralMax, voltado à instalação de internet em áreas rurais.

Do campo à floresta

Eduardo Neger, diretor da empresa, conta que a partir de 2000 seus clientes em áreas rurais passaram a demandar não só telefonia convencional, mas também internet.

Muitas vezes, a única opção existente no campo é o uso de satélites, um serviço caro. Segundo o empresário, um link por satélite com velocidade de 128 quilobits por segundo (Kbps), custa R$ 400 por mês. A instalação sobe para a casa dos R$ 2,5 mil.

Foi esse quadro que levou a empresa a criar o RuralMax. A estratégia foi otimizar equipamentos e a infraestrutura de comunicação existentes. Com isso, criou um sistema que capta e amplifica o sinal da rede celular da área urbana mais próxima.

O custo mensal fica na casa dos R$ 50, pagos à operadora de telefonia. Quando há uma rede celular de terceira geração (3G) por perto, a mensalidade é de cerca de R$ 100.

A instalação varia de R$ 750 a R$ 1,5 mil. Em locais com relevo acidentado, a Neger lança mão de transmissão pelas radiofrequências abertas de 2,4 Gigahertz (GHz (usada em redes WiFi) e 5,8 GHz.

Um novo desafio apareceu no caminho da Neger quando um de seus clientes solicitou a instalação do RuralMax em uma propriedade no interior do Amazonas.

Ao chegar lá, a empresa encontrou muitas barreiras, desde a dificuldade de acesso, já que muitas vezes a única opção de transporte são os barcos, até a falta de uma rede elétrica convencional. "O nosso sistema não servia para nada lá", diz Neger.

Foi então que, no meio do ano passado, a empresa partiu para o desenvolvimento do RuralMax Amazônia. O projeto foi contemplado com R$ 1,4 milhão de subvenção econômica da Financiadora de Estudo e Projetos, a Finep.

Para contornar a falta de fornecimento de energia, a Neger tem recorrido a painéis solares fotovoltaicos. A empresa também detectou uma demanda grande por acesso tanto de voz quanto de dados em embarcações na região.

Por isso, ela tem trabalhado em uma solução híbrida reunindo conexões por satélite, rede celular e também por Wi-Fi. "Um sistema como esse precisa perceber qual o sinal existente na região e usar o que tiver melhor qualidade ou menor custo", afirma o empresário.

"Estamos desenvolvendo também softwares e hardwares para otimizar a conexão por satélite. A ideia é utilizar esse tipo de banda o mínimo possível", afirma.

Um dos objetivos é o produto final permitir que proprietários de embarcações possam oferecer acesso à internet como serviço aos passageiros.

"Nossa preocupação é o custo ser compatível com a renda das pessoas da região", conclui.
 



UnB Agência
18/06/2010 - BRASIL ECONÔMICO


Sistema capta sinal fraco para telefones

Um dos testes da Neger Telecom com a solução que está desenvolvendo para levar conexão de internet até regiões críticas da Região Norte obteve resultados animadores.

A empresa literalmente pegou carona em um projeto da Universidade de Brasília (UnB) e instalou suas soluções em um barco da instituição, que fazia pesquisas na região amazônica. Em uma das viagens, de Belém à divisa com o Acre, a Neger conseguiu captar sinais de redes celulares em 80% do trajeto. "Ficamos bastante surpresos.

Nesse caso, a conexão por satélite seria usada em apenas 20% do caminho, reduzindo muito o custo", diz Eduardo Neger, diretor da empresa. Os aparelhos de celular da tripulação não indicavam a presença de rede, mas o sistema da Neger, instalado no mastro da embarcação, conseguiu captar e amplificar o sinal. Para isso, foi utilizada uma antena de alto ganho, que se move enquanto procura sinais de redes celulares. "Nos trechos de maior tráfego de embarcações, conseguimos um desempenho muito bom", diz Neger.
 



Revista Inovação em Pauta - FINEP, Junho de 2010.


A revista Inovação em Pauta é uma publicação do Departamento de Comunicação da FINEP. Lançada em novembro de 2007, ela enfoca projetos de sucesso apoiados pela Financiadora de Estudos e Projetos, além de artigos e entrevistas ligados ao tema inovação tecnológica.



Canal Rural
 
05/05/2010 - Canal Rural - AO VIVO

Rural Meio-Dia - Congresso debate telecomunicações rurais


Como atender às áreas rurais com telefone e Internet com melhor qualidade. O congresso brasileiro de telecomunicações rurais, o Ruralmax 2010, acontece amanhã em São Paulo, e vai abrir esta discussão. O jornalista Sandro Fávero conversa sobre o assunto com Eduardo Neger, presidente da Associação Brasileira de Telecomunicações Rurais.


Terça-Feira, 02 de Fevereiro de 2010 | Versão Impressa

Empresa leva sinal de telefone para regiões isoladas do País

Para crescer, Neger Telecom investe em pesquisa tecnológica

Alexandre Rodrigues

RIO

Onde um galo canta, um telefone toca. Essa é a promessa que os técnicos da Neger Telecom fazem quando alguém procura um dos seus produtos de telefonia rural. A pequena empresa de base tecnológica de Campinas, no interior paulista, está se destacando no segmento de Tecnologia da Informação e Comunicação (TIC) ao investir na superação de qualquer desafio: levar telefone e acesso à internet a baixo custo a regiões isoladas, que não interessam comercialmente às grandes operadoras de telefonia celular.

A empresa que o engenheiro Eduardo Neger herdou da família desenvolveu uma série de equipamentos, de antenas a roteadores, que permitem esticar a cobertura de celular à propriedades distantes de zonas urbanas. A tecnologia, batizada de Ruralcel, usa antenas de alto alcance para buscar o sinal mais próximo das localidades, geralmente das margens de rodovias. Segundo Neger, os equipamentos conseguem otimizar a captação e alcançar uma zona coberta a até 60 quilômetros de distância. O sinal de tecnologias como GSM e 3G é captado e usado para telefone fixo e internet banda larga nas residências e escritórios de fazendas com tarifas bem próximas à da telefonia convencional.

Os números podem aparecer nas listas telefônicas, o que dá às fazendas números comerciais a um custo bem mais baixo. "Hoje, a grande demanda rural é o acesso à internet. As fazendas estão buscando para cumprir obrigações como a nota fiscal eletrônica", diz Neger.

Fundada em 1987, a Neger era focada em equipamentos agropecuários. O engenheiro começou a se interessar pelas telecomunicações e, em 1993, passou a oferecer serviços de telefonia para os clientes do pai. Aos poucos, foi ganhando mercado no interior paulista. Hoje, se dedica apenas às telecomunicações, e tem clientes em vários Estados. A empresa faturou no ano passado R$ 3 milhões e cresceu 10% em relação a 2008 só com o faturamento de produtos de desenvolvimento próprio.

O diferencial da empresa é oferecer uma solução adequada para cada cliente. Seus técnicos podem ser vistos cruzando de barco rios amazônicos do Pará, mapeando o relevo do cerrado de Goiás ou estudando montanhas do RS.

"Sempre fomos uma empresa de nicho e somos muito focados. Queremos continuar com esse serviço personalizado. Não adianta concorrer com as grandes empresas, não temos escala para isso", diz Neger. Para maquinar as soluções, ele mantém um time de 12 engenheiros de telecomunicações focados no desenvolvimento de novos produtos que podem demandar seis meses de estudos e até sete de testes. No ano passado, a empresa licenciou cinco produtos em três meses.

CRÉDITO

Para financiar as pesquisas, Neger conseguiu um apoio de R$ 1,5 milhão da Finep, agência de fomento à inovação. A oportunidade veio por acaso. Ao assistir a uma palestra sobre empresas que inovam, descobriu que a sua se encaixava na categoria. Mandou um projeto e foi contemplado. Ele também usa crédito do Cartão BNDES para serviços de P&D (Pesquisa e Desenvolvimento) para custear o licenciamento de produtos de prateleira, como os três roteadores 3G que lançou no ano passado. A certificação de cada um pode chegar a R$ 30 mil.

"Não sabia que fazia P&D. Achava que isso era só para quem fica de jaleco branco num laboratório", diz. "Tinha muitas ideias na bancada, mas pensava duas vezes antes de colocar no mercado por causa do custo alto para licenciar. Lançava um e tinha de esperar o retorno do mercado para lançar outro. Agora o gargalo ficou na frente. Pago o financiamento com o retorno do produto."
 



 

Empresa leva sinal de telefone para regiões isoladas do país

02/02 - 03:03 - Agência Estado

Onde um galo canta, um telefone toca. Essa é a promessa que os técnicos da Neger Telecom fazem quando alguém procura um dos seus produtos de telefonia rural.

A pequena empresa de base tecnológica de Campinas, no interior paulista, está se destacando no segmento de Tecnologia da Informação e Comunicação (TIC) ao investir na superação de qualquer desafio: levar telefone e acesso à internet a baixo custo a regiões isoladas, que não interessam comercialmente às grandes operadoras de telefonia celular.

A empresa que o engenheiro Eduardo Neger herdou da família desenvolveu uma série de equipamentos, de antenas a roteadores, que permitem esticar a cobertura de celular à propriedades distantes de zonas urbanas. A tecnologia, batizada de Ruralcel, usa antenas de alto alcance para buscar o sinal mais próximo das localidades, geralmente das margens de rodovias. Segundo Neger, os equipamentos conseguem otimizar a captação e alcançar uma zona coberta a até 60 quilômetros de distância. O sinal de tecnologias como GSM e 3G é captado e usado para telefone fixo e internet banda larga nas residências e escritórios de fazendas com tarifas bem próximas à da telefonia convencional.

Os números podem aparecer nas listas telefônicas, o que dá às fazendas números comerciais a um custo bem mais baixo. "Hoje, a grande demanda rural é o acesso à internet. As fazendas estão buscando para cumprir obrigações como a nota fiscal eletrônica", diz Neger.

Fundada em 1987, a Neger era focada em equipamentos agropecuários. O engenheiro começou a se interessar pelas telecomunicações e, em 1993, passou a oferecer serviços de telefonia para os clientes do pai. Aos poucos, foi ganhando mercado no interior paulista. Hoje, se dedica apenas às telecomunicações, e tem clientes em vários Estados. A empresa faturou no ano passado R$ 3 milhões e cresceu 10% em relação a 2008 só com o faturamento de produtos de desenvolvimento próprio.

O diferencial da empresa é oferecer uma solução adequada para cada cliente. Seus técnicos podem ser vistos cruzando de barco rios amazônicos do Pará, mapeando o relevo do cerrado de Goiás ou estudando montanhas do RS.

"Sempre fomos uma empresa de nicho e somos muito focados. Queremos continuar com esse serviço personalizado. Não adianta concorrer com as grandes empresas, não temos escala para isso", diz Neger. Para maquinar as soluções, ele mantém um time de 12 engenheiros de telecomunicações focados no desenvolvimento de novos produtos que podem demandar seis meses de estudos e até sete de testes. No ano passado, a empresa licenciou cinco produtos em três meses.

CRÉDITO

Para financiar as pesquisas, Neger conseguiu um apoio de R$ 1,5 milhão da Finep, agência de fomento à inovação. A oportunidade veio por acaso. Ao assistir a uma palestra sobre empresas que inovam, descobriu que a sua se encaixava na categoria. Mandou um projeto e foi contemplado. Ele também usa crédito do Cartão BNDES para serviços de P&D (Pesquisa e Desenvolvimento) para custear o licenciamento de produtos de prateleira, como os três roteadores 3G que lançou no ano passado. A certificação de cada um pode chegar a R$ 30 mil.

"Não sabia que fazia P&D. Achava que isso era só para quem fica de jaleco branco num laboratório", diz. "Tinha muitas ideias na bancada, mas pensava duas vezes antes de colocar no mercado por causa do custo alto para licenciar. Lançava um e tinha de esperar o retorno do mercado para lançar outro. Agora o gargalo ficou na frente. Pago o financiamento com o retorno do produto." As informações são do jornal O Estado de S.Paulo.

 


 

 

Onde um galo canta, um telefone toca. Essa é a promessa que os técnicos da Neger Telecom fazem quando alguém procura um dos seus produtos de telefonia rural. A pequena empresa de base tecnológica de Campinas, no interior paulista, está se destacando no segmento de Tecnologia da Informação e Comunicação (TIC) ao investir na superação de qualquer desafio: levar telefone e acesso à internet a baixo custo a regiões isoladas, que não interessam comercialmente às grandes operadoras de telefonia celular.

A empresa que o engenheiro Eduardo Neger herdou da família desenvolveu uma série de equipamentos, de antenas a roteadores, que permitem esticar a cobertura de celular à propriedades distantes de zonas urbanas. A tecnologia, batizada de Ruralcel, usa antenas de alto alcance para buscar o sinal mais próximo das localidades, geralmente das margens de rodovias. Segundo Neger, os equipamentos conseguem otimizar a captação e alcançar uma zona coberta a até 60 quilômetros de distância. O sinal de tecnologias como GSM e 3G é captado e usado para telefone fixo e internet banda larga nas residências e escritórios de fazendas com tarifas bem próximas à da telefonia convencional.

Os números podem aparecer nas listas telefônicas, o que dá às fazendas números comerciais a um custo bem mais baixo. "Hoje, a grande demanda rural é o acesso à internet. As fazendas estão buscando para cumprir obrigações como a nota fiscal eletrônica", diz Neger.

Fundada em 1987, a Neger era focada em equipamentos agropecuários. O engenheiro começou a se interessar pelas telecomunicações e, em 1993, passou a oferecer serviços de telefonia para os clientes do pai. Aos poucos, foi ganhando mercado no interior paulista. Hoje, se dedica apenas às telecomunicações, e tem clientes em vários Estados. A empresa faturou no ano passado R$ 3 milhões e cresceu 10% em relação a 2008 só com o faturamento de produtos de desenvolvimento próprio.

O diferencial da empresa é oferecer uma solução adequada para cada cliente. Seus técnicos podem ser vistos cruzando de barco rios amazônicos do Pará, mapeando o relevo do cerrado de Goiás ou estudando montanhas do RS.

"Sempre fomos uma empresa de nicho e somos muito focados. Queremos continuar com esse serviço personalizado. Não adianta concorrer com as grandes empresas, não temos escala para isso", diz Neger. Para maquinar as soluções, ele mantém um time de 12 engenheiros de telecomunicações focados no desenvolvimento de novos produtos que podem demandar seis meses de estudos e até sete de testes. No ano passado, a empresa licenciou cinco produtos em três meses.

CRÉDITO

Para financiar as pesquisas, Neger conseguiu um apoio de R$ 1,5 milhão da Finep, agência de fomento à inovação. A oportunidade veio por acaso. Ao assistir a uma palestra sobre empresas que inovam, descobriu que a sua se encaixava na categoria. Mandou um projeto e foi contemplado. Ele também usa crédito do Cartão BNDES para serviços de P&D (Pesquisa e Desenvolvimento) para custear o licenciamento de produtos de prateleira, como os três roteadores 3G que lançou no ano passado. A certificação de cada um pode chegar a R$ 30 mil.

"Não sabia que fazia P&D. Achava que isso era só para quem fica de jaleco branco num laboratório", diz. "Tinha muitas ideias na bancada, mas pensava duas vezes antes de colocar no mercado por causa do custo alto para licenciar. Lançava um e tinha de esperar o retorno do mercado para lançar outro. Agora o gargalo ficou na frente. Pago o financiamento com o retorno do produto." As informações são do jornal O Estado de S.Paulo.
 


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