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Uso de telefone celular no presídio pode acabar

postado em 24 de jan de 2012 15:11 por Eduardo Neger ‎[NEGER® Telecom]‎   [ 24 de jan de 2012 19:47 atualizado‎(s)‎ ]
A Gazeta
A Gazeta (Cuiabá - MT), 24 de Outubro de 2001 

Da Redação 

Fabricante paulista prepara um equipamento que vai bloquear os sinais do aparelho 

O Ministério da Justiça está recorrendo à tecnologia para contornar um problema criado pela corrupção de carcereiros e policiais nos presídios do país. Uma série de testes com equipamentos que bloqueiam ligação celular de dentro dos presídios está sendo realizada neste mês, com aparelhos de 12 fabricantes nacionais.

O uso do celular por detentos já foi denunciado pelo jornal A Gazeta. Traficantes continuam a organizar e a dar ordens para suas quadrilhas e o chamado "partido do crime" (PCC) pode se tornar cada vez mais forte, a partir de ligações de celular para celular.

O engenheiro Eduardo Neger, da empresa Neger Telecom, sediada em Campinas (São Paulo), é um dos fabricantes de equipamentos em fase de teste pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel). "O princípio é emitir sinais de rádio frequência que vão atuar na mesma faixa da operadora da região", comentou.

O aparelho vai emitir ruídos (interferência) que vão impedir que os sinais do celular cheguem até os presidiários. Os celulares de dentro do presídio devem apresentar a informação "sem serviço".

O grande desafio do fabricante é bloquear as ligações apenas dentro dos muros do presídio, não afetando os sinais para moradores vizinhos. Presídios como o Carumbé e (em breve) o Pascoal Ramos, dentro de bairros populosos de Cuiabá, apresentam sinal de celular mais forte e, portanto, a tecnologia tem que ser mais eficiente.

Neger não oferece detalhes da tecnologia empregada, por motivo de segurança. Mas ele ressaltou que o produto é uma invenção brasileira, apesar de usar componentes de telefonia importados.

De acordo com ele, o sistema é barato (como está em fase de teste, ainda não há valor comercial para o equipamento). Se aprovado pelo Ministério da Justiça, em breve a parafernália pode chegar a Cuiabá.

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